SP CRIA BANCO DE DADOS CONTRA A VIOLÊNCIA

Cinco secretarias do Estado de São Paulo criaram um banco de dados para investigar a violência praticada contra crianças e adolescentes. "Estamos preocupados com o grande número de crianças desaparecidas em São Paulo, assim como com os casos de adoção internacional irregular", diz José Antônio Pereira Neves, que comanda a assessoria de Defesa da Cidadania, da Secretaria de Justiça. Segundo ele, o ponto mais polêmico que começa a ser, pela primeira vez, investigado oficialmente, são as denúncias de que crianças brasileiras com deficiência física estariam sendo adotadas em outros países para extirpar seus órgãos. Dados já levantados pela Polícia Federal revelam que uma criança é comprada no Brasil por US$8 mil e que um rim retirado dela pode ser vendido, no mercado internacional, a US$40 mil. O novo banco de dados engloba todos esses números e será resultado de um esforço de investigações conjuntas, promovidas pelas secretarias da Justiça, Criança, Segurança Pública, Educação e Saúde (FSP).