O Brasil já tem uma proposta para acabar com as divergências em torno da definição de uma tarifa externa comum para bens de capital esta semana, em Buenos Aires, durante reunião do Conselho do Mercado Comum, o órgão superior de condução política do MERCOSUL. No item bens de capital (máquinas e equipamentos), deve ser acertada uma taxa entre 14%, pretendida pelo Brasil, e 12%, defendida pela Argentina, para o comércio com terceiros. O impasse em torno de artigos de informática-- o Brasil quer 20% e a Argentina, que tem tarifa zero, admite falar em 4%-- pode surgir de um estudo do governo brasileiro, que propõe a diminuição do número de produtos de informática sobre os quais o Brasil quer manter tarifa máxima, de 20%, como microcomputadores, terminais, impressoras, centrais telefônicas. "Em vez de generalizar e pedir proteção para tudo, como vinhamos fazendo, estamos descobrindo os verdadeiros nichos de especialização da indústria brasileira. Estamos encurtando as brechas", revelou o subsecretário-geral de Assuntos de Integração do Itamaraty, embaixador José Artur Denot Medeiros, coordenador do grupo brasileiro no MERCOSUL. A proposta pode encerrar o que os diplomatas chamam de "conflito de política industrial" entre os dois países (JB).