Homens e crianças de até 10 anos de idade trabalham em carvoarias do noroeste de Minas Gerais em regime de semi-escravidão. Os carvoeiros trabalham mais de 18 horas por dia. Alguns nunca viram dinheiro. São impedidos de sair devido a um mecanismo de endividamento com os "gatos"-- empreiteiros que obtêm mão-de-obra ilegal. As empresas alegam que a responsabilidade é dos "gatos". Eles negam. A Subdelegacia do Trabalho de Montes Claros (MG) estima que chega a 30 mil o número de pessoas que trabalham em condições subumanas nas carvoarias do estado (FSP).