O Brasil continuará comprando trigo de países que ofereçam preços atrativos e dificilmente vai beneficiar o cereal produzido na Argentina, pois não existem hoje, neste país, condições para atender à crescente demanda brasileira, que deverá aumentar de 20% a 25% a partir do Plano Real, podendo chegar a até 8,75 milhões de toneladas no próximo ano, ante o consumo habitual de sete milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, as tarifas a serem adotadas na importação de terceiros países deverão estar definidas com o avanço das discussões da Tarifa Externa Comum (TEC) no MERCOSUL, podendo variar entre 20% e 25%. Estes foram os principais pontos defendidos ontem por autoridades e empresários brasileiros no seminário O trigo no Mercosul, realizado em Buenos Aires (GM).