A inflação de julho medida pelo IPC-r (Índice de Preços ao Consumidor em real), o novo indexador oficial da economia, ficou em 6,08%, resultado acima do esperado pela equipe econômica, que projetava taxa abaixo de 5%. Os economistas concordam, porém, que a inflação anunciada ontem pelo IBGE está mais próxima da realidade do que do otimismo do governo. O IPC-r coletou e comparou preços em URV e real de 16 de junho a 14 de julho nas principais capitais brasileiras e reflete, assim, o impacto dos reajustes abusivos de preços nas duas últimas semanas antes da virada para a nova moeda. O índice é o oficial da inflação e, de acordo com as regras do real, servirá de base para o reajuste dos salários nas respectivas datas- base e também da correção dos contratos. Salvador foi a cidade que registrou o maior índice, 7,67%; e Brasília o menor, 4,01%. São Paulo fechou o período com 6,19%. O peso do grupo de produtos e serviços no índice foi o seguinte: alimentação (9,27%), transporte (8,36%), vestuário (6,87%), artigos de casa (3,77%), despesas pessoais (2,05%) e habitação (0,25%) (JB) (O ESP).