Medidas concretas para incluir os 32 milhões de brasileiros miseráveis no processo de desenvolvimento do país foi o primeiro tema abordado pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luciano Mendes de Almeida, no debate promovido ontem à noite com os nove candidatos à Presidência da República e transmitido ao vivo pela TV Bandeirantes. Em resposta, Fernando Henrique Cardoso (PSDB-PFL-PTB) prometeu aumentar a oferta de empregos, principalmente no setor de serviços, dar apoio à agricultura e ao setor de habitação e fazer uma reforma do Estado para torná-lo mais eficaz. Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PSB-PB-PC do B-PPS- PSTU) se propôs a investir em educação, na reforma agrária com crédito subsidiado para a agricultura, em melhores salários e na saúde. Leonel Brizola (PDT) privilegiou a educação e um programa materno-infantil. Esperidião Amin (PPR) defendeu a volta do crescimento. Orestes Quércia (PMDB) defendeu a municipalização da saúde, da habitação e da Educação. Enéas Carneiro (Prona) saiu em defesa de um sistema único de saúde, habitação e educação. Flávio Rocha (PL) enfatizou os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade. Walter Queiroz (PRN) e Hernani Fortuna (PSC) defenderam a livre iniciativa. Logo no início dom Luciano deixou claro que não haveria espaço para o confronto e que o objetivo da Igreja ao convidar os candidatos era ajudar os brasileiros a caminharem para o país desejado (O Globo).