GOVERNO SARNEY PRESERVA RELAÇÕES COM O CHILE

As Forças Armadas do Brasil e do Chile ainda mantêm um intercâmbio de informações e programas de treinamento. Uma parte desse relacionamento foi divulgada, mês passado, pela seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): "oficiais da Polícia Militar de Pernambuco estão sendo adestrados nas técnicas do Corpo de Carabineiros chileno, ponta de lança da repressão às manifestações de rua contra o presidente Augusto Pinochet". E mais: é no Chile que a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha vêm adquirindo seus conhecimentos em operações no gelo, especialmente os destinados à manutenção da estação brasileira. A Marinha está, no entanto, especialmente interessada na experiência dos chilenos com um tipo de oficina para apoio aos submarinos alemães da classe IKL-209", que permite transportar uma base de submarinos para diversos pontos da costa. Ainda segundo as informações, nos últimos seia anos, o Corpo de Fuzileiros recebeu cerca de 50 guardas-marinha da Infantaria chilena para estágios que variam de catorze a 16 semanas nos batalhões brasileiros Humaitá, "Riachuelo", "Paisandu" e "Tonelero", todos sediados no Rio de Janeiro. Os estágios incluem treinamentos físicos, de comunicações, armamentos, emprego de pelotão, apoio de fogo e incrusão anfíbia. Além disso, dezenas de oficiais chilenos vêm cursando as escolas de estudos superiores das Forças Armadas brasileiras e, mesmo, centros de instrução especializada, como a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea do Exército, sediada no Rio de Janeiro (FSP).