FMI PRIORIZA TRANSIÇÃO PARA ECONOMIA DE MERCADO

O Fundo Monetário Internacional (FMI), mais uma vez, registrou condições particulares durante o exercício que terminou em 30 de abril deste ano, depois de enfrentar diversos problemas surgidos de uma economia mundial em transição, segundo o informe anual da instituição publicado ontem. Os maiores esforços do FMI foram feitos em relação aos países em transição para uma economia de mercado. Cento e setenta membros ficaram isentos do aumento das cotas, decidido em 1993, elevando o volume das reservas do FMI para US$144,9 bilhões de direitos especiais de saque (DES), frente aos US$144,6 bilhões do ano anterior. A entrada da Micronésia, em junho do ano passado, elevou a 178 o número de países-membros. Em abril, o FMI dispunha de recursos não utilizados da ordem de US$54,3 bilhões, de direitos especiais de giro, frente aos US$52,2 bilhões há um ano. Apesar disso, o FMI considera necessário aumentar seus recursos para fazer frente aos pedidos crescentes de ajuda, principalmente no Leste europeu. O FMI emitiu durante o último exercício US$5,2 bilhões de direitos especiais de saque em créditos, o que supõe uma quantidade equivalente a do ano anterior. Os principais beneficiários foram Rússia (US$2,2 bilhões), Argentina e África do Sul (US$600 milhões cada), Polônia (US$400 milhões) e Índia (US$200 milhões). Os créditos unilaterais e os mecanismos ampliados diminuíram sensivelmente, até chegar a US$1,8 bilhão de DES, frente aos US$5 bilhões do exercício precedente (JC).