O Brasil não pensa em mandar tropas para uma possível invasão do Haiti, como quer os EUA. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem que o país poderá apenas participar de uma missão de paz, sob a bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU), num segundo momento, para garantir a estabilidade democrática. Ao contrário do que informara anteontem, o Itamaraty faz questão de salientar que nem uma decisão tomada em plenário da ONU levaria o Brasil a participar de uma força multilateral de ocupação. A chancelaria atribuiu o desencontro de informações a um mal-entendido, se referindo ao fato de os jornais terem publicado a notícia. "O Brasil não está contemplando participar de uma força multilateral", afirmou Amorim. A atuação do Brasil no Haiti seria similar à ação brasileira hoje em Moçambique. Pára-quedistas foram enviados à África em missão humanitária, já que atualmente há poucos conflitos armados em Moçambique. Mesmo assim, a participação brasileira no Haiti ficaria condicionada ao aval da ONU, além da aprovação do Congresso Nacional para o envio de tropas (O Globo).