As 13,5 toneladas de feijão que a prefeitura de Salto (SP) recebeu no ano passado do governo federal para que fossem distribuídas às famílias carentes foram enterradas ontem em um aterro sanitário da cidade. O prefeito Jesuino Ruy (PMDB) informou que o feijão estava estragado e exalava mau cheiro. As 225 sacas foram retiradas pela prefeitura de um armazém federal no Município de Palmitos (SC). Se estivesse bom para o consumo, o feijão valeria pelo menos R$10 mil. A prefeitura teve que contratar uma carreta para fazer a retirada do feijão. Assim que o produto chegou, o prefeito determinou que fossem feitas análises de qualidade, porque teve a informação de que a mercadoria estava estocada há pelo menos dois anos e meio. Foram enviadas amostras para exames no Instituto Adolpho Lutz. O laudo atestava que o feijão era impróprio para consumo por conter ácaros e insetos vivos, larvas, dejetos de insetos, partículas metálicas e de vidro. Mesmo assim, o feijão foi oferecido à Sociedade São Vicente de Paulo, que atende idosos da cidade, mas acabou sendo devolvido aos doadores. O prefeito disse que tentou devolver o feijão ao governo federal e recuperar os CR$70 mil, em valores da época, gastos com o frete. Mas não conseguiu um acordo, e optou por enterrar o feijão (JC).