Parlamentares que tiveram suas cassações pedidas pela CPI do Orçamento conseguiram que várias das suas emendas fossem aprovadas pelas sub- relatorias setoriais para o próximo orçamento. Até mesmo o deputado Paulo Portugal (PP-RJ), condenado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e que sequer foi julgado pelo plenário da Câmara teve aceitas sete das suas emendas pelo deputado Roberto Balestra (PPR-GO), sub-relator do orçamento para a área de saúde, trabalho e previdência. Pior: teve aprovada até a mesma emenda D11803-6, que foi usada pelo deputado Robson Tuma (PL-SP), relator do seu processo, para garantir sua condenação na CCJ. O senador Ronaldo Aragão (PMDB-RO) também foi atendido em vários pleitos de verbas. Somente na área de saúde, trabalho e previdência, Aragão aprovou cinco emendas, totalizando cerca de US$616 mil. Único senador que teve sua cassação pedida pela CPI do Orçamento, Aragão também foi absolvido no plenário do Senado, no único julgamento realizado em sessão secreta (GM).