PETROLEIROS E BANCÁRIOS DEFINEM REIVINDICAÇÕES SALARIAIS

Os petroleiros reivindicam reajuste de 50,04% sobre o salário de 30 de junho para repor as perdas salariais com o Plano Real. Eles decidiram que devem entrar em greve nacional caso não haja acordo satisfatório com a PETROBRÁS. A decisão foi tomada em congresso da Federação Única dos Petroleiros, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizada nos últimos quatro dias em Salvador (BA). A categoria reivindica também livre acesso às investigações sobre os acidentes de trabalho, o que, segundo a federação, não acontece hoje. Outra exigência é que seja cumprido o acordo coletivo. Pelo acordo, a PETROBRÁS teria que negociar com representantes dos petroleiros a variação dos salários depois que houvesse o anúncio de um plano econômico, o que não aconteceu. Com o objetivo de obter reajustes salariais baseados na inflação anual, os bancários dão início hoje à campanha salarial da categoria. Em seu encontro nacional, encerrado ontem em São Paulo (SP), os bancários, cuja data-base é setembro, definiram os eixos da campanha da categoria. Eles querem que seus salários sejam reajustados em 1o. de setembro de acordo com a variação acumulada do índice de preços do DIEESE nos 12 meses anteriores. A Confederação Nacional dos Bancários (CNB), também filiada à CUT, reivindicam ainda reajustes mensais integrais com base no IPC-R para os cerca de 700 mil bancários do país. Nas negociações com os bancos privados, os bancários vão pedir reajustes de 116,95% para os pisos salariais e de até 139,23% para os demais salários (FSP).