O governo jogou no lixo US$100 milhões, no ano passado, e deve desperdiçar um pouco mais que isso neste ano, em multas pagas ao Banco Mundial (BIRD) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São multas pagas pelos empréstimos que o país tomou mas não conseguiu usar-- por falta de dinheiro para dar a contrapartida nacional ou por incapacidade de tocar os projetos financiados. O projeto de despoluição da Baía da Guanabara (RJ) é um dos que, anunciados com pompa, hoje se perfilam entre os empréstimos problemáticos. O corte orçamentário atingiu a verba para contrapartida. Resultado concreto: multas do BIRD. O governo resolveu atacar este ano, pelo menos, o imbroglio jurídico que costuma cercar as licitações internacionais para execução dos projetos do BID e do BIRD. Mal preparados, os editais dos governos estaduais e das prefeituras são alvo fácil de contestações judiciais, atrasando projetos e desembolso de verbas. Em reuniões com empresas nacionais, o Ministério do Planejamento prepara manuais de licitações-- para compra de equipamentos e execução de obras-- destinados a orientar prefeitos e governadores. Em agosto, se inicia um curso para ensinar administradores públicos a gerenciar direito os projetos com verba internacional (JB).