O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o salário médio na indústria cresceu 5,6%, em termos reais, em março, primeiro mês de conversão dos salários à Unidade Real de Valor (URV), ao se comparar com fevereiro. O aumento foi generalizado, com os maiores acréscimos ocorrendo em Minas Gerais (7,3%) e São Paulo (5,8%). Crescimento abaixo da média nacional foi registrado no Sul (5,5%), Nordeste (4,3%) e Rio de Janeiro (0,9%). Dos 22 segmentos industriais pesquisados, apenas o setor de fumo apresentou declínio (4,8%). As taxas positivas se situaram entre 0,7%, no setor de materiais plásticos, e 10,6% no segmento de extrativa mineral. No acumulado do primeiro trimestre, o salário médio real também apresentou elevação de 5,6%, na comparação com igual período do ano anterior. Nessa comparação, também todas as regiões pesquisadas assinalaram variações positivas. Segundo o IBGE, o nível de emprego industrial em março, por sua vez, apresentou decréscimo de 0,1%, na comparação com o mês anterior. O número de pessoas ocupadas na produção manteve-se estável em março nas indústrias de São Paulo e região Sul, ambas com variação nula, e com pequeno acréscimo em Minas Gerais (0,2%). As indústrias do Nordeste (- 1,1%) e Rio de Janeiro (-0,9%) tiveram os piores resultados em março. A queda no nível de emprego atingiu, entre fevereiro e março, 14 dos 22 gêneros industriais pesquisados (GM).