As diferenças entre os preços pagos pelo comércio à indústria e aqueles cobrados do consumidor cresceram neste ano e deram um salto nas proximidades do real. Esta diferença é a chamada margem de venda-- o valor adicional cobrado pelo comércio para oferecer seus produtos. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas mostra que as margens brutas do comércio cresceram 48,6% no primeiro trimestre; as do setor de confecções, 73,64%; e dos revendedores de veículos, 57,3%. De lá para cá, a situação mudou ainda mais, por causa das remarcações pré-real. Pesquisa da SUNAB, realizada nos supermercados, no dia 30 de junho, detectou margens brutas de até 150% em alguns produtos. A cesta básica, segundo o Procon-DIEESE, ainda está, por exemplo, 23,28% acima do preço de 30 de janeiro. Assim, os declínios de preços registrados nos últimos 15 dias ainda são pequenos se comparados às remarcações feitas na entrada do real (O ESP).