O consórcio liderado pela empresa norte-americana Raytheon foi o vencedor da licitação internacional para instalar equipamentos e prestar assistência técnica ao Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). O presidente Itamar Franco foi oficialmente comunicado da decisão ontem. O consórcio é formado por 21 empresas estrangeiras e quatro nacionais (EMBRAER, Infranav, Tecnasa e IBM do Brasil). O consórcio francês Thomson/Alcatel foi desclassificado. O Sivam terá oito anos para ser implantado. O Sivam é um sistema de rastreamento de aeronaves, por radar, para a região amazônica. O custo de sua instalação está orçado em US$800 milhões. O financiamento é de cerca de US$1,1 bilhão, com cinco anos de carência e prazo de 15 anos. Inicialmente um projeto exclusivamente militar, o Sivam evoluiu com o tempo para atender também a aviação civil e monitorar o meio ambiente na Amazônia. O governo ainda faz gestões junto aos governos de países vizinhos-- com fronteira amazônica-- para integrá-los ao projeto. Quanto mais abrangente for o uso do Sivam, mais fácil ficará a tarefa de conseguir financiamentos externos para a implantação do sistema. O Sivam é a base de uma proposta maior, o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia). Além da segurança dos vôos na região, servirá para controlar queimadas e as fronteiras. Participaram da licitação empresas de 16 países. Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), 40% dos equipamentos e serviços serão produzidos no Brasil (FSP) (GM).