O uso eleitoral do Orçamento da União, com a pulverização de recursos nas regiões de interesse dos parlamentares, está comprovado no relatório da subcomissão de Ação Social e Meio Ambiente. Em vez de definir obras prioritárias, o relator setorial, deputado Efraim Morais (PFL-ES), preferiu ratear os US$167 milhões disponíveis em 2.474 obras. Cada obra recebeu, em média, US$67 mil. A maioria das obras recebeu US$35 mil. A distribuição é aleatória, sem definição de prioridades. A pulverização de recursos impede que obras de maior porte sejam concluídas. São justamente essas obras que estão entre as prioridades dos estados. Efraim afirma que o método de distribuição dos recursos foi acertado entre ele, o relator-geral do Orçamento, Marcelo Barbieri (PMDB-SP), e os parlamentares que apresentaram emendas (FSP).