PARAGUAI SERÁ OBRIGADO A ELEVAR TARIFAS

O Paraguai vai mudar completamente o perfil de sua economia com a entrada em vigor de uma zona de livre comércio e de uma união aduaneira no MERCOSUL, a partir de 1o. de janeiro de 1995. "A tarifa externa comum (TEC) do MERCOSUL vai mudar as regras do jogo para o Paraguai, que terá de elevar suas alíquotas de importação e se tornar um país mais fechado, quase que produzindo para o MERCOSUL e do MERCOSUL comprando o que precisa para a sua industrialização, porque a tarifa de importação será zero entre os quatro países-membros do Mercado Comum", analisa o conselheiro econômico da Embaixada do Paraguai, Juan Buffa. O Paraguai terá que elevar, por exemplo, de zero para algo como 12% ou 14%, em 2001, a alíquota de importação de bens de capital de fora do MERCOSUL. Isso vai encarecer o processo produtivo no país, razão pela qual está havendo resistências no setor privado", comentou Buffa. Mas na fase final de acerto da TEC, o Paraguai, apesar de ceder bastante, acha que a aposta é válida. "Nossa economia vai se fechar mais em torno do MERCOSUL", disse. Os dois sócios menores-- Paraguai e Uruguai-- terão direito a manter uma lista de exceção até 1o. de janeiro de 1996, com tarifas para a importação de produtos do Brasil e da Argentina acima de zero. O Uruguai será mais beneficiado porque manterá nessa lista 200 produtos, considerados sensíveis. O Paraguai ficará com 100 itens sob o regime de exceção, dentro da zona de livre comércio entre os quatro países do MERCOSUL (GM).