Os produtores rurais iniciam hoje, com um encontro em Esteio (RS), um movimento para pressionar o governo a estabelecer mecanismos coerentes de política agrícola na próxima safra. No centro das preocupações está o crédito agrícola. Teme-se um novo inchamento do passivo dos produtores, provocado pela manutenção da TR (taxa referencial de juros) no crédito rural, após a introdução do real. O governo tem minimizado os efeitos da TR, alegando que, em última instância, eles serão absorvidos pela política de equivalência em produto. Ou seja, se o mercado estiver pagando menos que o custo de remissão de um produto financiado na carteira agrícola, o governo no final arcará com a diferença. Mas isso só vale para aqueles produtos da cesta básica que têm contratos de financiamento de equivalência em produto. Os produtores que têm financiamentos tomados fora desse sistema arcarão com o ônus do juro real mais elevado (GM).