CAMDESSUS QUER O FMI MAIS ATUANTE

Os próximos 50 anos de existência do Fundo Monetário Internacional (FMI) serão mais ativos do que os primeiros, se Michel Camdessus, seu diretor- gerente, conseguir o que pretende. Expondo sua visão do futuro do Fundo em coletiva à imprensa em Washington, Camdessus afirmou que a instituição precisa desempenhar um papel mais amplo em sua função de administrador do sistema econômico internacional, aumentando, ao mesmo tempo, seus esforços para fomentar o crescimento sustentado nos ex-países comunistas e no mundo em desenvolvimento. Segundo ele, a globalização da atividade econômica provocada pela mobilidade do capital tornou as economias nacionais mais interdependentes, e a efetiva coordenação central das estratégias mais necessária do que nunca. Entretanto, ele assinalou que o processo consultivo do Grupo dos Sete, principais países industrializados, não é o ideal para essa tarefa, porque exclui os países em desenvolvimento. É óbvio que nós precisamos tentar promover uma forma de tomada de
81279 decisões que seja mais participativa, com os países em desenvolvimento desempenhando um papel proporcional à sua importância econômica, comentou. O FMI, disse, precisa fazer mais, e não menos. A instituição está trabalhando em um pacote de medidas destinadas a aumentar a ajuda econômica a clientes, em particular países que eram comunistas no passado, o que envolve maiores possibilidades de acesso às suas linhas de crédito e uma nova alocação dos direitos especiais de saque (DES). Camdessus afirmou que os países que planejam implementar amplos programas de ajuste no âmbito de linhas de "standby" ou de fundos renovados poderão tomar emprestado até 90%, e não apenas 68%, de suas contas junto ao Fundo. Ele é também favorável ao aumento do acesso à linha de crédito de transformação sistemática, uma linha de empréstimos destinada aos ex- países comunistas (GM).