Fonte do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, que participou no último dia 15 da reunião extraordinária do Grupo Mercado Comum do MERCOSUL, em Buenos Aires (Argentina), disse que o Brasil não vai ceder em nada nas suas propostas para a Tarifa Externa Comum (TEC). "Não dá para negociar mais nada. O Brasil terá de se impor", disse. Segundo a fonte, se os seus parceiros no MERCOSUL não aceitarem os argumentos brasileiros na próxima reunião técnica a decisão para a TEC terá de ser política, pois não há mais o que negociar no aspecto técnico. O impasse nos setores de bens de capital, informática e de telecomunicações continua. A Argentina não abre mão dos 12% para os bens de capital. O Brasil insiste em 14%. Paraguaios e uruguaios lutam para uma tarifa zero. Chegando a um acordo, a tarifa para esse setor entraria em vigor apenas no ano 2001. Assim, a Argentina, Paraguai e Uruguai teriam de elevar suas tarifas até o teto estipulado e o Brasil baixá-las. No setor de informática e de telecomunicações as divergências entre os países integrantes do MERCOSUL são ainda maiores. Os argentinos querem uma tarifa de 4%. Já o Brasil propôs baixar dos 35% atuais para 20%, porém, dependendo do item e do nicho industrial. Neste setor, o Uruguai e o Paraguai lutam também pela isenção às importações de terceiros países (JC).