A Frente Ampla, coalizão de esquerda do Uruguai, procurará fazer acordos com outros partidos de esquerda, dentro do MERCOSUL, para tentar modificar as estruturas da região, que considera dominadas por governos neoliberais. As principais gestões visam o Partido dos Trabalhadores (PT) brasileiro. Ambos os grupos têm chances de chegar ao poder a partir de março de 1995. Porta-vozes da coalizão uruguaia afirmaram que estão negociando um encontro entre o candidato uruguai, Tabare Vazquez, e o brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Para Vazquez, o triunfo da esquerda constituirá uma mudança de direção com o impacto real na América Latina. Uma mudança
81225 quanto aos governos neoliberais que tivemos até agora. O carismático líder da Frente Ampla destacou que "a chegada de Lula à Presidência do Brasil vai fazer muito bem à América Latina, impulsionando as mudanças estruturais de que precisamos". A Frente Ampla também dá importância ao crescimento da Frente Grande da Argentina, coalizão de centro-esquerda liderada por Carlos "Cacho" Alvarez, que venceu em Buenos Aires as eleições para a Assembléia Constituinte. Outro dos focos de atenção dos "frenteamplista" é o prefeito esquerdista de Assunção, no Paraguai, Carlos Filizzola, que se consolidou como líder de uma importante corrente renovadora em seu país (JC).