Denunciado por suspeita de ter beneficiado a construtora Sérvia na apresentação de emendas ao Orçamento da União, o senador Guilherme Palmeira (PFL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), viajou num jatinho do sócio de Paulo César Farias, Jorge Bandeira de Melo, fretado pela associação nacional das empresas de transporte interestadual de passageiros, a Rodonal, investigada pela Polícia Federal por pagar cerca de US$1 milhão ao esquema PC. Segundo depoimento ao Departamento de Polícia Federal do ex-presidente da Rodonal, Heloísio Lopes, a entidade fretou o avião que levou o senador a Maceió (AL) no primeiro semestre de 1992. No interrogatório, em novembro daquele ano, o empresário disse que ficou sabendo mais tarde que o avião era da Mundial Táxi Aéreo, de propriedade do sócio foragido de PC, Jorge Bandeira. Heloísio Lopes contou que recebeu um telefonema do gabinete de Palmeira pedindo ajuda para a viagem do senador a Maceió. "O parlamentar tinha necessidade de se deslocar com urgência para comparecer a um enterro, se não me falha a memória", contou Lopes (JB).