A União Européia (UE) impôs, como condição para estabelecer uma zona de livre comércio com o MERCOSUL, a adoção de tarifas externas comuns e de uma estrutura institucional para o bloco sul-americano. A informação é do chanceler do Uruguai, Sérgio Abreu. Ao regressar de uma viagem pela Europa, o ministro das Relações Exteriores uruguaio mostrou-se otimista quanto à possibilidade de um acordo entre as duas alianças. Na reunião de presidentes do MERCOSUL, marcada para cinco de agosto em Buenos Aires, será definida uma "política comercial comum" que inclui a homogeneização das tarifas externas, anunciou Abreu. Quanto à definição das instituições do acordo, o cronograma de 1992 prevê definição quanto ao tema até o fim deste mês. Os presidentes dos 12 países-membros da UE começarão a considerar a queda gradual das barreiras comerciais com o MERCOSUL e o início de um processo que culminaria em uma zona de livre comércio em dezembro, ocasião de um areunião em Essen, na Alemanha. O acordo com o MERCOSUL, o primeiro com um bloco regional não europeu a ser concretizado pela UE, foi expressamente apoiado pelos presidentes dos 12 países. Abreu reuniu-se na Alemanha com os ministros da Economia e das Relações Exteriores, Gunther Rexrodt e Klaus Kindel. O chanceler uruguaio disse que a Alemanha apresenta boas possibilidades de intensificar o fluxo de comércio e investimentos com o MERCOSUL. Abreu concluiu que a associação comercial com o MERCOSUL pode ser considerada uma realidade palpável (JC).