GOVERNO PROÍBE AUMENTOS REAIS NAS ESTATAIS

As empresas estatais não poderão conceder nenhum aumento real de salários aos seus funcionários. Nas datas-base as empresas deverão apenas repor eventuais perdas salariais, medidas pelo IPC-R, o índice que mede a inflação em real. As diretorias das estatais serão obrigadas a instaurarem de imediato dissídios coletivos caso as negociações emperrem e o governo tentará mobilizar a sociedade para evitar greves. Estas decisões foram tomadas ontem durante reunião de sete ministros, quando se traçou um tratamento único para as empresas estatais. A exceção ficou por conta da CVRD, que tem contrato de gestão com o governo e concedeu pouco mais de 3% de aumento real em julho, data-base dos funcionários, além de outros 3% de reposição. A RFFSA, que tem data-base em maio, concedeu apenas 2,9% a título de reposição. O governo, ao negar aumentos reais para as estatais, quer evitar pressões por reajustes de tarifas e uma expansão do consumo nestes primeiros meses. Também não será autorizado nenhum aumento no limite global de investimentos das empresas, de R$7,6 bilhões este ano (O Globo).