A Interpol do Canadáe do México reabriu semana passada as investigações sobre o sequ"estro do empresário Abílio Diniz, do grupo Pão-de-Açúcar, ocorrido em São Paulo, em dezembro de 1989. A retomada do caso se deve à libertação, em 30 de junho, do banqueiro mexicano Alfredo Harp Helú, um dos proprietários do grupo Banamex, a principal instituição financeira do México. Helú ficou 106 dias em cativeiro e sua família pagou US$30 milhões pela sua libertação. Norman Insker, canadense que preside a Interpol, suspeita que Helú tenha sido sequestrado pelo mesmo grupo de Diniz. Além do banqueiro Helú, outro empresário mexicano foi sequestrado na semana passada: Antônio Losada, proprietário da rede de supermercados Gigante. Os nomes de Losada e Helú constavam de dossiê de 200 sequestráveis, elaborado pelos sequestradores de Diniz, e achado num bunker-- que explodiu acidentalmente em 23 de maio passado, em Manágua (Nicarágua). Além de armas, o bunker tinha passaportes de dois sequestradores de Diniz, os canadenses Christine Lamont e David Spencer. A Interpol do México havia sido informada, há seis meses, que todas as
81156 pessoas cujos nomes constavam nesse dossiê poderiam ser sequestradas a
81156 qualquer momento, diz Romeu Tuma Jr., assessor da Interpol brasileira. Ele diz que o "comando" do grupo que sequestrou Diniz "não foi preso e ainda continua atuando no mundo". Segundo o delegado, as investigações são conduzidas sobre três países: Brasil, Equador e México (FSP).