Os responsáveis pelo funcionamento do esquema Paubrasil começaram a ser processados ontem por formação de quadrilha, falsidade ideológica e sonegação fiscal. A medida foi determinada pelo juiz Ali Mazloum, da 3a. Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, que aceitou a denúncia contra sete pessoas envolvidas no esquema, que arrecadou ilegalmente US$19 milhões para as duas últimas campanhas do prefeito de São Paulo (SP), Paulo Maluf (PPR). Maluf foi arrolado como testemunha do crime de formação de quadrilha-- imputado, assim como o de sonegação fiscal, ao empresário Calim Eid e aos donos da Paubrasil, João Carlos Martins, Ettore Gagliardi e Ricardo Freire. Três empregados da Paubrasil são acusados de falsidade ideológica: a secretária Denise Bitti, o contador Geraldo Tavares e o encarregado Francisco Nunes (O Globo).