Criado com a finalidade de equilibrar as contas públicas, exclusivamente nas áreas de saúde, educação e previdência, segundo a emenda constitucional aprovada em março, o Fundo Social de Emergência (FSE) passou a ser usado como principal financiador de despesas do governo em todos os setores. Além de custear despesas do Itamaraty, serviu também para o pagamento de fardas para o Ministério do Exército, no valor de US$41 milhões, segundo novas denúncias feitas pelo deputado Sérgio Arouca (PPS-RJ). O deputado descobriu outros "desvios ilegais" do FSE: US$422 milhões teriam sido usados para pagar aposentados do Ministério da Aeronáutica, US$99 milhões para os aposentados do Legislativo e US$172 milhões na manutenção da Polícia Civil de Brasília. Isto expõe a farsa das relações entre o Executivo e o Legislativo", disse Arouca, lembrando que o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, foi ao Congresso convencer os parlamentares de que o dinheiro "voltaria para as áreas sociais" (JB).