EMPRESAS ADOTAM ESCOLAS DE SÃO PAULO

Pelo menos oito escolas públicas de primeiro grau de São Paulo (SP) encontraram uma maneira de fugir da crise que sucateou o ensino público no Brasil. As escolas foram "adotadas" por empresas e hoje conseguem oferecer a seus alunos um ensino de qualidade surpreendente para as escolas públicas. A iniciativa partiu de empresários ligados ao PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais) e à Câmara Americana de Comércio. O que motiva os empresários a adotarem escolas é a repercussão positiva que a parceria traz. Em nenhuma das adoções feitas até agora houve a preocupação em treinar futuros empregados para as empresas. "Se o Estado não tem condições de suprir todas as necessidades da escola, não vejo nada que impeça os empresários de assumir parte dessa responsabilidade", afirma Marco Antônio Setti, gerente de Recursos Humanos da Indústria e Comércio de Cosméticos Natura. A seguir, algumas das escolas adotadas pelas empresas: Escola Municipal de Primeiro Grau Luís Eduardo Matarazzo (adotada pela Amana Desenvolvimento e Educação), Escola Estadual de Primeiro Grau Etelvina Marcucci (Porto Seguro Seguros Gerais), EEPG Isabel Lucci de Oliveira (pool de 60 empresas, entre elas IBM, Banco de Boston, Rhodia e Alpargatas), Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Jaques Orlando Caminho DÁvila (Seguradora Vera Cruz) e EEPSG Matilde Maria Cremm (Indústria e Comércio de Cosméticos Natura) (FSP).