GASTO COM COMPUTADOR CRESCE 10% AO ANO

Os gastos com informática têm crescido 10% ao ano, representando de 0,5% a 5% do faturamento de 506 médias e grandes empresas privadas brasileiras. A maior taxa de crescimento vem-se verificando devido às reduções de custo dos equipamentos-- 30% ao ano-- e rápido avanço nos estágios de informatização. As maiores taxas estão entre as empresas menos informatizadas (a maioria delas do setor industrial). No comércio os gastos apresentaram crescimento de 5% ao ano. O segmento de serviços, com maior nível de informatização, por causa dos bancos, o crescimento foi de 13% ao ano. A maioria dos computadores pessoais instalados neste universo de empresas é de equipamentos utilizando o processador da família PC 386 (37%), mostrando que o uso dos MS-DOS como sistema operacional ainda é uma realidade no mercado brasileiro, embora no exterior as interfaces gráficas do mundo Windows já tenha grande disseminação. Mas o crescimento pelas soluções oferecidas pela Microsoft vem sendo muito expressivo. Outra supremacia é da Novell com 80% dos usuários de rede. O uso destas redes está crescendo mas apenas 33% das empresas ouvidas tem micros interligados. E a previsão é de que entre este ano e 1995 este percentual chegue a 50%. Os micros da Apple, 10% do mercado mundial, aqui no Brasil é pequena e os PC 486 nas empresas pesquisadas representam 18% do tipo de processador utilizado; os do tipo XT mantêm-se com peso importante entre os usuários, com 33%; os 286 ficam com 10%. As estimativas são de que o total de PC entre o cenário empresarial brasileiro é de 1,8 milhão de máquinas. Os 386 deverão continuar sendo amplamente utilizados em 1995, chegando a 35% de uma base instalada de 2,5 milhões de micros. Os 486 passam a representar 31%, e 19% divididos entre XT e 286; outros onde estarão os Pentium e PowerPC ficarão nos 5%. Essas informações fazem parte de pesquisa sobre a administração de recursos de informática, coordenada por Fernando Meirelles, do Centro de Informática Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Trata-se da quinta pesquisa anual onde foram ouvidas 506 empresas privadas, entre médias e grandes (GM).