Os líderes dos sete países mais ricos do mundo (EUA, Itália, Alemanha, Canadá, Japão, França e Inglaterra), aprovaram ontem, no primeiro dia da cúpula do G-7, em Nápoles (Itália), um programa de ação para criar empregos através do estímulo à formação profissional e à desregulamentação do mercado de trabalho. A declaração econômica da cúpula assinalou que a recuperação está em curso no mundo industrializado, mas reconheceu que o desemprego continua muito elevado, atingindo a mais de 24 milhões de pessoas nos países que formam o G-7. O documento aprovado enumera uma série de providências destinadas a criar empregos no mundo industrializado. Entre elas está a eliminação da regulamentação excessiva, que eleva o custo das contratações, e o estímulo à criação de novos postos de trabalho nos setores de qualidade de vida e proteção ao meio ambiente. Os líderes dos sete examinaram também a crise do dólar, que está em queda livre diante do iene. Mas decidiram manter sob reserva suas conclusões e não incluir recomendações sobre o problema no comunicado. O premier italiano, Silvio Berlusconi, observou que ele e seus colegas concluíram que os grandes fluxos monetários nos mercados financeiros mundiais ultrapassam a capacidade de intervenção dos bancos centrais em defesa de suas moedas (O Globo).