ASSESSOR DE FHC DEU PREJUÍZO À UNIÃO

O empresário Sérgio Motta, assessor direto do candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso, foi o patrocinador de uma aventura empresarial que deu prejuízo superior a US$8,5 milhões aos cofres públicos. Em 1980, Motta idealizou e convenceu o governo federal a criar a Coalbra (Coque e Álcool Madeira S/A) destinada a produzir álcool de madeira. A empresa foi montada a partir de parceria entre os governos brasileiro e da ex-URSS, através de um acordo de cooperação técnica. O investimento nos quatro primeiros anos foi de US$12 milhões, rateados entre os governos dos dois países, segundo informações fornecidas pelo próprio Sérgio Motta. O Brasil entrou com cerca de US$8,5 milhões no projeto e os soviéticos com os US$3,5 milhões restantes. A Coalbra nunca se tornou economicamente viável. Em 1986, com o Plano Cruzado 2, o então ministro Dilson Funaro (Fazenda) decretou sua extinção. Um problema básico condenou a empresa de Sérgio Motta: falha de projeto. "O projeto, tal como foi montado, era inviável", diz Sérgio Chaves, engenheiro da Coalbra desde sua criação e seu último liquidante (FSP).