Cultura já não é encarada pelos políticos como sinônimo de frivolidade. Mas, se sobram boas intenções, faltam propostas concretas. Líder nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, está na frente, também, na formulação de um programa para a área cultural. As primeiras reuniões aconteceram em abril e, hoje, a Frente Brasil Popular tem comitês formados em todos os estados. Membro da Comissão Nacional de Cultura da Frente, o ator Sérgio Mamberti atesta que, de 1989 para cá, "houve uma conscientização maior da importância da cultura no PT". O ator conta que muitos artistas estavam insatisfeitos por atuarem nas campanhas e, depois, não serem ouvidos sobre as estratégias de governo centrado no ser humano. "A própria essência do programa do PT vem ao encontro do que entendemos como sendo a cultura: o elemento fundamental para a transformação da sociedade e conceituação de uma outra ordem democrática, justa e pluralista", defende Mamberti. O PT tirou de uma gozação do ex-governador Leonel Brizola, na eleição de
81052 89, quando chamou Lula de sapo barbudo"", o símbolo para seu programa de cultura. O sapo barbudo é símbolo de rejeição, como tem sido tratada a cultura nos últimos tempos", explica Mamberti. E no PT, o sapo tem cara, criada pelo cartunista Gilberto Maringoni", informou Mamberti. Além dele, elaboram o programa de Lula, entre outros, Esther Góes, Chico Caruzo, Aroeira, Wagner Tiso, Zezé Mota, Antônio Pitanga, Letícia Sabatella, Hugo Carvana, Mário Lago e Paulo Betti (JC).