Dois projetos emancipacionistas estão causando polêmica em Angra dos Reis (RJ). O município ficaria reduzido a uma estreita faixa de terra, porém com a maior parte da população espremida entre a região do porto e uma porção de favelas. A controvérsia envolve os movimentos separatistas que lutam para formar os municípios de Paraíso Verde e Ulysses Guimarães e a administração do Partido dos Trabalhadores. A prefeitura acusa políticos do PDT e grupos que vem perdendo as aleições municipais desde 1988. Os separatistas de Ulysses Guimarães já ganharam uma batalha dessa guerra. Conseguiram aprovar na Assembléia Legislativa projeto que prevê a realização de plebiscito, com data a ser marcada. Pegaria ainda um pedaço de Paraty. Projeto semelhante, visando à formação de Paraíso Verde, tramita na comissão de assuntos municipais, presidida pelo deputado Cornélio Ribeiro (PDT). Paraíso Verde é uma alusão à beleza natural daquele município da Costa Verde. Esse "paraíso" ficaria com 70% do ICMS que hoje é repassado para o município. E um pedaço de 250 quilômetros quadrados (Angra tem 819 quilômetros quadrados) onde estão o estaleiro Verolme e o terminal da PETROBRÁS. Já o município que levaria o nome do político morto em acidente de helicóptero na região compreende um território de 420 quilômetros quadrados (51% do total de Angra), onde estão as áreas mais nobres da parte urbana e sete grandes propriedades rurais do município (O Globo).