MOTIM TERMINA COM CINCO MORTES

Depois de 30 horas de tensão, o motim no Presídio Central de Porto Alegre (RS) teve um desfecho trágico: um policial e quatro presos morreram e dois reféns ficaram feridos, entre eles o diretor do hospital do presídio, Claudinei Santos, que levou um tiro nas costas. Amotinados desde as 16h do último dia sete, os 11 presos haviam fechado acordo com as autoridades para libertar 15 pessoas e deixar o presídio em três carros com outras nove. Mas, às 21h43, quando os amotinados saíam da penitenciária, um delegado iniciou a perseguição e o tiroteio começou. No final da noite de ontem, o líder da rebelião, Dilonei Melara, foi alvo de intensa perseguição policial, com cenas de violência pelas ruas do centro. Ele invadiu um hotel na companhia de dois reféns, onde ficou encurralado sob intenso tiroteio até se entregar (JB).