GUERRA DE PREÇOS PARALISA NEGOCIAÇÕES

Comércio e indústria iniciaram esta semana uma guerra de preços e paralisaram as negociações. Com as vendas despencando, consumidores arredios com as altas de preço na virada da moeda, os empresários não estão chegando a um acordo para comprar e vender produtos. A taxa de juros que está marcando a entrada do real também se transforma em queda de braço entre os empresários. As vendas a prazo, que embutiam juros de 2% a 3%, agora são oferecidas com taxas de 6% a 7%. Nem a indústria nem o comércio querem pagar essa taxa e sabem que não podem mais repassá-la ao consumidor. Por isso, a previsão da FIESP é que a paralisação dos negócios se estenda por 15 dias, comprometendo totalmente as atividades da primeira quinzena de julho. O comércio suspendeu as compras ou está fazendo pequenas aquisições de reposição, no caso dos supermercados (O ESP).