A prefeitura de Diadema (SP) decidiu destinar uma parcela anual de US$1,2 milhão do seu orçamento, de US$80 milhões, para solucionar, temporariamente, a destinação do lixo domiciliar da cidade. Esse montante é o custo com que a prefeitura terá de arcar para poder depositar as 4,5 mil toneladas mensais de lixo domiciliar em outro município vizinho, possivelmente Mauá. Com isso, a partir de 1o. de janeiro de 1995, Diadema deixará de jogar seu lixo no Alvarenga, localizado entre Diadema e São Bernardo do Campo, a 200 metros da represa Billings. Considerado o maior lixão da América Latina, cerca de 100 famílias de catadores de lixo sobrevivem do Alvarenga. A decisão de parar de jogar o lixo no Alvarenga foi tomada pelo prefeito do município, José de Felippi Júnior (PT), com o proposito de equacionar o problema do Alvarenga e atender ao pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (GM).