O Ministério Público requereu ontem o arquivamento do inquérito que investigou por quase três meses o suposto abuso sexual contra crianças da Escola de Educação Infantil Base, na Aclimação, zona sul de São Paulo (capital). O pedido do MP, formulado pelo promotor Sérgio Peixoto Camargo, da 1a. Promotoria de Justiça Criminal da Capital, também confirma a inocência no episódio dos donos da escola, Icoshiro e Maria Aparecida Shimada, os sócios, Maurício e Paulo Alvarenga, além do casal Saulo e Mara Nunes. Para o promotor, não há o menor indício da ocorrência de práticas sexuais. Ele determinou ainda a abertura de novo inquérito policial. Desta vez, porém, para apurar a depredação do estabelecimento de ensino, ocorrida no início do mês de abril. Em seu parecer, o promotor considerou a denúncia feita pelas mães de dois alunos da Base, Lúcia Tanoue e Cléa de Carvalho, resultado da "fantasia de pessoas imaturas, ignorantes, apoucadas de compreensão e destituídas de lógica, que não conseguem visualizar as gravíssimas consequ"ências de seus atos impensados". O promotor lamentou a "desnecessária provocação do aparelhamento policial". A manifestação do MP será analisada nos próximos dias pelo juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), Francisco Galvão Bruno, que decidirá se arquiva ou não o inquérito (O ESP).