Os países em desenvolvimento interessados em melhorar a eficiência dos seus serviços e, com isto, atrair investimentos de capital externo, poderão recorrer agora ao que se acredita seja o manual mais completo já concebido sobre essa área de negócios. O Banco Mundial e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) acabam de lançar "Liberalização do Comércio Internacional de Serviços", publicação com 180 páginas de diretrizes e análises a serem utilizadas para transformação do setor. Na apresentação do livro, seus autores falam da importância crescente do setor de serviços na economia mundial, e recordam que no ano passado ele movimentou um trilhão de dólares-- 22% de todo o comércio internacional. Lembram também que 60% do volume anual de investimentos externos diretos estão ligados à indústria de serviços. O BIRD e a UNCTAD asseguram que este volume de dinheiro e de investimentos poderia crescer muito mais, beneficiando a todo o mundo, se houvesse um suprimento de serviços mais eficiente nos países em desenvolvimento. Há provas evidentes, argumentam as duas instituições, de que um alto grau de protecionismo de serviços domésticos, combinado com estatismos e excesso de regulamentações, é prejudicial não apenas às indústrias do setor mas à economia como um todo. E há infinitos exemplos, dentro e fora do mundo industrializado, dos benefícios derivados da abertura do setor bancário, por exemplo, aos investimentos externos diretos. O livro mostra e prova por que a liberalização é a melhor forma de obter eficiência na área de serviços. "Ela pode estimular a competição entre fornecedores de serviços domésticos, com impacto sobre a produtividade e a qualidade de outros produtos" (O ESP).