MULTINACIONAIS NO BRASIL VIRAM EXEMPLO PARA MATRIZ

Para sobreviver em uma economia instável como a brasileira, subsidiárias de grandes multinacionais criaram estratégias próprias de desenvolvimento. Ágeis e criativas, as empresas têm conseguido resultados excelentes. Algumas despontam nas primeiras colocações no ranking mundial das companhias que representam no Brasil. Em determinados ramos de produção, como o de veículos leves e pesados, de copiadoras e até de perfumaria e cosméticos, as subsidiárias brasileiras ocupam lugar de destaque. Na Xerox, um departamento de 60 especialistas em inflação cuida de preservar o capital da empresa e aumentar seus resultados financeiros. A Fiat optou por uma política de abastecer o mercado sempre, sem confrontar com governos, ministros e programas econômicos. Além disso, passou a produzir carros pequenos e mais populares, o que levou a empresa a conquistar, a partir dos anos 70, um mercado dominado por marcas que haviam se instalado aqui uma década antes. Na Avon, o que vale são os resultados operacionais e não os financeiros. A empresa, que é a maior do país na área de perfumaria, desenvolveu uma gigantesca logística de vendas e apostou no ganho em escala. A Scania cresceu graças a uma deficiência brasileira: a falta de opções para transporte de carga, além do rodoviário. Com uma firme política de investimentos, a Scania brasileira supera a matriz sueca em resultados de vendas (O ESP).