Sindicatos e partidos políticos da Argentina marcaram para hoje o início de um protesto contra a política econômica do governo. O protesto é chamado de marcha federal. Os organizadores dizem que sairão manifestantes de vários pontos do país em direção a Buenos Aires, onde devem chegar no próximo dia seis. Os organizadores pretendem que esse seja o maior e mais representativo protesto contra a política econômica do governo argentino. São esperadas 50 mil pessoas na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo. O presidente Carlos Menem já reuniu seu ministério para tratar da questão. O protesto foi idealizado por sindicatos, mas depois recebeu apoio de partidos políticos e entidades de representação civil. Eles se queixam da política econômica, que, a exemplo do Plano Real no Brasil, igualou a cotação do peso (moeda argentina) ao dólar norte-americano. Os organizadores do protesto dizem que o ministro da Economia, Domingo Cavallo, conseguiu derrubar a inflação, mas sua política gera recessão e desemprego. A taxa de desemprego em Buenos Aires é de 12%. O custo de vida é considerado alto. Segundo o semanário "Ponto Crítico", 90% das empresas têm 50% de ociosidade (apenas metade da capacidade de produção está sendo usada). De acordo com a publicação, oito em cada grupo de 10 empresas prevêem reduzir suas estruturas, causando mais demissões. O governo lançou no último dia primeiro um programa para a construção de 166 mil casas com custo mais baixo em quatro anos, o que abriria novos postos de trabalho (FSP).