A inflação de fevereiro, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), foi de 13,94%. O IPCA (Índice Nacional de Preços por Atacado), que reflete a cesta de consumo de famílias com renda de um a 30 salários-mínimos, ficou em 12,64%. Os dois índices foram menores que os de janeiro, respectivamente, 16,82% e 13,21%. Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os dois índices tiveram forte influência nos aumentos dos preços de produtos de alimentação e habitação que, juntos, foram responsáveis por 67,79% do resultado do INPC e 59,85% do IPCA. Os produtos alimentícios subiram 16,76% no INPC em fevereiro. A maior variação ficou com o item panificados, 55,56%. Hortaliças e verduras aumentaram 25,64%, com as maiores altas observadas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (58,21%); Curitiba (56,66%); Porto Alegre (42,72%) e Salvador (32,91%). Óleos e gorduras variaram 23,23%. Os preços dos enlatados e das conservas cresceram 22,42%, sendo o Rio de Janeiro a região com a maior variação (37,78%). Os tubérculos, raízes e legumes tiveram uma variação de preço de 19,63%; as farinhas, féculas e massas, 18,36%; e os açúcares e derivados, 15,99%. O grupo de produtos incluídos em carnes frescas e vísceras que no INPC variou 18,12%, apresentou queda de preços em Salvador (4,52%) e aumentos em Curitiba (46,86%), Rio de Janeiro (45,92%), Brasília (42,08%) e Porto Alegre (37,66%). As carnes e os peixes industrializados subiram 13,95%, com 17,36% para a carne-seca que registrou alta de 64,82% no Rio de Janeiro. Os preços de habitação, que em fevereiro subiram 18,44%, puxaram a variação dos produtos não alimentícios no INPC que ficaram em 11,58%. As taxas de água e esgoto variaram 31,73%, seguidas por gás de bujão (30,65%), artigos para reparos em domicílios (27,83%) e artigos de limpeza (27,45%), além dos aluguéis de residência, que subiram 14,37%. O menor resultado do INPC foi notado em transporte e comunicações, com 7,24%, em função da queda dos preços dos automóveis usados (2,73%), sendo que em São Paulo e Curitiba os automóveis chegaram a cair 5,51% e 5,18%, respectivamente (JB).