Com as portas da Europa fechada para migrantes do Terceiro Mundo e atraídos principalmente pela similaridade da língua, uma média de 80 angolanos desembarcam mensalmente no Brasil em busca de refúgio político. Hoje eles somam um contingente de mais de dois mil pessoas que sofrem com o desemprego e lutam para obter o visto de permanência no país. Eles fugiram no reinício da guerra desencadeada pela Unita, inconformada com a vitória do Movimento Pela Libertação de Angola (MPLA) nas eleições de 1992. Além dos angolanos, o Brasil abriga no momento cerca de uma centena de refugiados políticos entre liberianos, zairenses, bósnios, salvadorenhos e haitianos. Os refugiados são mantidos pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), que lhes dá uma ajuda de custo de aproximadamente um salário- mínimo mensal, mas a única instituição no Brasil que trabalha com eles é a Caritas, uma organização humanitária mantida pela Igreja Católica que acredita que defender os refugiados é uma obrigação cristã (JC).