O Fundo de Amortização da Dívida Mobiliária Federal, instituído ontem pela medida provisória que regulamentou a emissão do real, vai permitir um abatimento entre US$1 bilhão e US$2 bilhões no valor de títulos públicos em poder do público, hoje calculado em US$27 bilhões. Ao dar a informação, o secretário do Tesouro Nacional, Murilo Portugal, explicou que existem ações de estatais no mercado capazes de formar uma carteira de US$10 bilhões para o Fundo. O Fundo será administrado pelo BNDES e será integrado por ações de empresas estatais sem atingir o controle acionário da União. Conforme explicou o secretário, as ações a serem vendidas deverão ser depositadas no BNDES, mas não serão vendidas de uma só vez para evitar depreciação. Segundo ele, existem 260 empresas com ações depositadas no BNDES. O governo pretende vender US$900 milhões das US$1,5 bilhão de ações que as estatais possuem de outras empresas. Foram excluídas do Fundo as empresas relacionadas no programa de privatização, além da PETROBRÁS, ELETROBRÁS, CVRD e Banco do Brasil (JB).