O representante do Brasil na diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alexandre Kafka, entregou ontem ao diretor-gerente do organismo, Michel Camdessus, uma cópia da medida provisória que coloca o real em vigor. Camdessus agradeceu, não fez comentários sobre o seu conteúdo e, com novas cópias, encaminhou o documento para seu corpo de assessores. Se as negociações do Brasil com o Fundo tivessem evoluído no sentido de obter, ainda este ano, um empréstimo "stand by" que materializaria o apoio da instituição ao programa econômico do governo, este seria o momento oportuno. O Brasil, porém, resolveu seus problemas com os credores externos, sem precisar do acordo com o FMI-- e dos títulos especiais do Tesouro norte-americano, que representariam a garantia do pagamento da dívida. A partir daí, não mais se falou no empréstimo. O Brasil não encaminhou nenhuma carta de intenções ao FMI e também não aconteceu o anunciado trabalho em conjunto (GM).