OCDE PREVÊ BOA FASE PARA A AMÉRICA LATINA

As economias latino-americanas, especialmente aquelas já reestruturadas e com índices de inflação mais baixos, deverão beneficiar-se neste ano e em 1995 de uma situação mais favorável às exportações, sobretudo por causa do reajustamento nos preços de produtos bácicos como café e cobre, no mercado internacional. A previsão é da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ontem divulgou um relatório atualizado sobre as perspectivas econômicas mundiais. Na América Latina, onde o ritmo da atividade econômica vem-se acelerando desde 1993, México, Chile e Argentina são apontados como os países que poderão tirar maior proveito da melhoria das condições comerciais no mundo industrializado. Quanto ao Brasil, o documento diz que o futuro da sua economia é incerto, devido à persistência de uma inflação extremamente alta. A OCDE recorda, no relatório, as medidas de reestruturação adotadas pelo governo desde o ano passado, inclusive a adoção da nova moeda, e observa que a implantação do Plano Real poderá ver-se prejudicada pelo fato de 1994 ser um ano eleitoral. O crescimento econômico deverá permanecer na faixa de 3% a 4%, neste e no ano que vem, e a política monetária restritiva poderia reduzir ligeiramente o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (O ESP).