O juiz aposentado Nery Fernandes de Souza, cujo nome aparece nos livros de pagamento de propina apreendidos nas fortalezas do bicheiro Castor de Andrade, foi denunciado ontem pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Biscaia, por exploração de prestígio-- ou seja, solicitar e receber dinheiro a pretexto de influenciar outro juiz. Biscaia também solicitou à Presidência do Tribunal de Justiça a quebra do sigilo bancário de Nery. Esta foi a primeira denúncia criminal feita pelo Ministério Público contra um juiz desde o estouro, no dia 30 de março, dos escritórios de Castor de Andrade, em Bangu. Nery está sujeito a uma pena que varia de um a cinco anos de reclusão mais multa (O Dia).