Um entrave burocrático está emperrando a venda das participações minoritárias do governo em 273 empresas. Desde março, com a edição do decreto 1.068, a alienação dessas ações foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND). Só que o PND determina que, antes da venda, duas consultorias devem avaliar o negócio. Como em alguns casos o governo não possui mais do que alguns lotes de papéis, é antieconômico cumprir essa exigência. "O governo precisa editar uma emenda, permitindo que a comissão diretora do PND simplifique a venda", diz Gabriel Stoliar, diretor do BNDESPar, responsável pela venda dessas participações. A maioria das empresas é de telecomunicações, agroindústria ou química e petroquímica. Até agora, cerca de 70 estatais depositaram 400 lotes de ações no Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND). Entre as 273 empresas, 206 são de capital fechado e 67, aberto. Só um terço destas tem liquidez (O Globo).