O presidente da Argentina, Carlos Menem, assinou ontem decreto criando a lei de migrações, que aumenta os controles de fronteiras e as multas às empresas que empregam estrangeiros ilegais. Menem declarou que a nova lei não significa um nacionalismo fechado e acrescentou que "a caridade bem-entendida deve começar em casa". A lei prevê a aplicação de maiores controles migratórios, a substituição dos atuais documentos de indentidade e multas que podem chegar a cinco mil pesos (ao par com o dólar) para os empresários que empregam imigrantes ilegais. O projeto foi elaborado pelo Ministério do Interior, com a colaboração de empresas e sindicatos, particularmente da indústria da construção civil, que se declaram vítimas da concorrência desleal de trabalhadores ilegais provenientes do Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai (JC).