INFORMANTE DA POLÍCIA NEGA ASSASSINATO DE MILITANTES DO PT

O informante da polícia Floriano de Souza e Silva, de 30 anos, negou ontem o assassinato, no último dia 13, do historiador Hermógenes da Silva Almeida Filho e do advogado Reinaldo Guedes Miranda. Os dois eram militantes do PT e assessores da vereadora Jurema Batista (PT), e foram mortos quando saíam de um pagode em Pilares, subúrbio do Rio de Janeiro (capital). O delegado que investiga o caso, luiz Mariano, afirmou que o crime foi passional: Floriano matou os dois porque eles estavam paquerando sua noiva, Mônica Adriana. A versão foi desmentida por Mônica. A vereadora Jurema e outros militantes do partido insistem no fato de que o crime foi por questões políticas. "Sabemos que foi ele quem matou os dois assessores, mas não acreditamos que o motivo tenha sido uma simples paquera", disse a vereadora, para quem Floriano está sendo usado como bode expiatório do verdadeiro mandante do crime. O acusado foi interrogado pelo juiz Mário Guimarães, do III Tribunal do Júri e afirmou: "Nunca vi antes as duas vítimas". Floriano, que se disse comerciante, negou ser informante da polícia ou segurança de bicheiro. Contou que tinha ido com Mônica ao pagode do Sambola e só soube do crime ao sair da casa de espetáculos (JC).